Integração das comunidades pobres de Rio Grande da Serra e Santo André promove troca de experiências e mostra que o “barco” é o mesmo.

Criançada da escola circence junto com a fanfarra Filhos da Fúria

No final do ano passado, em Rio Grande da Serra, houve o encontro de duas comunidades carentes do ABC, a do bairro Parque América e a do Recreio da Borda do Campo, de Santo André.

Por ambas estarem localizadas em área de manancial, possuem várias semelhanças por estarem em afastadas da região central de suas cidades.

Com o objetivo de intercambiar experiencias e unir solidáriamente as comunidades, a comunidade de Santo André trouxe sua fanfarra, Filhos da Fúria, que se uniu aos alunos da escola de circo da Associaão Amigos do Parque América, onde cada uma se apresentou e depois, numa integração, fizeram a junção de musica e malabarismo.

A fanfarra Andreense, homenageia a escola Francisco Helena Furia e é um importante trabalho social, no qual insere cerca de 25 crianças na filosofia musical, de responsabilidade e disciplina, o mesmo ocorrendo com o trabalho desenvolvido pela Associação do Parque América, com a escola de circo.

Para o Vagner, um dos responsáveis pela Associação, a troca de experiência é o ganho maior neste tipo de encontro: “Queremos que as crianças daqui percebam que há outros trabalhos sendo feito, dentro da linha de desigualdade social, e que é pouco visto pelo próprio estado, que não cumpre com o seu dever, daí surgem as entidades para tentar sanar, ou ao menos amenizar essas lacunas deixadas pelo poder público.”, explica Vagner.

Visualizando por outro ângulo, Petrus coloca: “Acho que a grande particularidade que está havendo entre nossas comunidades é a idéia de trazer a arte como instrumento de promoção social, ou seja, algo que eleva a subjetividade dessas crianças. Como bem disse o Vagner, o que é oferecido pelo estado é algo sucateado, que há preocupação apenas com números. E esse trabalho, tanto de musica como circo vem promover a arte, cultura, disciplina.”, completa

Finalizando, Vagner deixa um protesto, pela falta de uma biblioteca e professores.

Para Maria da Conceição, 36 anos, é importante o trabalho da Associação dentro da comunidade, por complementarem a educação dos seus filhos, além de tirá-los da rua.

Membros da Associação dos Moradores do Parque América

Uma das professoras de arte circense mostra seu contentamento com o resultado do trabalho aplicado nas crianças: “É muito gratificante! Você vê a evolução! As crianças, quando vinham pra cá, falavam palavrões, e agora com disciplina motraram evolução, mudaram bastante o comportamento.”, conta, Andréia da Silva, que ainda ressaltou o desenvolvimento físico conseguido nas crianças.

O intercâmbio entre as comunidades dará prosseguimento com a visita da das crianças do Parque América em Santo André, no Recreio Borda do Campo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: