Reunião com a CONTRERAS revela a “inutilidade” da Secretaria de Meio Ambiente.

Com obras de grande porte, “rasgando”  Rio Grande da Serra, e sem fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente.

Em uma reunião bastante “suspeita”, pois aquilo que deveria ser aberto ao público foi na realidade fechado à duas portas, a reunião entre vereadores e CONTRERAS, empresa responsável pela obra do gasoduto, que mudou a rotina e a aparência da cidade, transcorreu sem que a população nem órgãos de imprensa pudessem acompanhar.

Estiveram presentes também representantes da Petrobras, que em certa hora saíram bastante assustados ao perceberem que havia imprensa no local e, a cada pergunta, diziam que não estavam autorizados a dizer nada.

Mas ao sair, o vereador Clerson, que diz ter protestado afim de que abrissem a reunião para o público: “Reclamei mas disseram que, por determinação das empresas, tanto Petrobras quanto CONTRERAS, não poderiam fazer essa reunião aberta.”

Porém, segundo o vereador Claudinho da Geladeira, os representantes foram questionados sobre a destruição que a obra do gasoduto está causando, deteriorando as ruas, devido a movimentação de veículos pesados que trafegam na cidade: “Disseram que ao término da obra, deixarão tudo arrumado, como encontraram. E também uma contrapartida de R$ 3 milhões para Prefeitura que será revertido em obras para a  cidade. Porém não deram prazo algum para que isso seja efetivado.”, explica Claudinho.

Também explicou que será feito um requerimento, onde todos os vereadores colocarão questões à CONTRERAS, para serem respondidos, o que deixa a entender que esta reunião realizada na Câmara não foi muito produtiva.

Uma das questões que ficou sem resposta, segundo o vereador Clerson, é sobre o estudo de impacto ambiental causado pela obra, e para onde foram as árvores cortadas: “Foi falado sobre o desmatamento, sobre os animais silvestres, veículos pesados, estradas. Locais onde há o desmatamento e sabemos que há leito de rios e córregos proximos, perguntamos de que forma será tratado isso. Enfim foram diversas questões que terão que ser feitas oficialmente, através de ofício.”, E continua, “Mas o que me deixou indignado é que sempre buscamos as documentações do empre-endimento junto a Prefeitura e nada era passado e hoje soubemos, através da CONTRERAS, que toda a documentação havia sido protocolada na Prefeitura. Ou seja, fomos os últimos a saber.”, protesta Clerson.

Outra revelação importante é que até o momento, nenhuma etapa da obra teria sofrido fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente do município. Ou seja, todo desmatamento, destino das árvores cortadas, movimentação e destino das terras, animais silvestres, plantas importantes como orquídeas e bromélias e outras. Não se sabe ainda se seria um crime de Prevaricação, do secretário de Meio Ambiente Anderson Guijarro, ou falta de condições técnicas para executar a fiscalização.

“Uma questão tão importante como essa, e onde está o Secretário de Meio Ambiente da cidade? Ele sequer compareceu na reunião.”, reclama o vereador Claudinho.

No final, ficou a impressão de que nada de prático ficou resolvido, pois todos saíram sem nenhum assunto discutido, sem datas ou prazos definidos, sequer para o término da obra, tampouco para as respostas aos questionamentos.

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