Moradores apresentam lista de reclamações ao Conselho de Segurança de Rio Grande

Dentre as reclamações estão: Falta de fiscalização de trânsito, perigo com as madeiras estocadas pela Indústria Massa Leve e defendem a permanência da Polícia Militar no bairro

Na ultima reunião ordinária do Conselho de Segurança de Rio Grande da Serra – CONSEG, representantes da Vila Albano compareceram e colocaram em pauta um assunto de abordagem ampla, envolvendo diretamente a Indústria Massa Leve, Prefeitura e Polícia Militar.

Acontece que com a instalação da indústria de massas, o bairro Vila Albano e entorno tiveram algumas mudanças em suas rotinas, fluxo de pessoas e de trânsito.

Preocupados com a situação incômoda, devido o grande número de caminhões baús e carretas que utilizam-se das ruas do bairro para estacionarem, fizeram um abaixo-assinado pedindo providencias, através do CONSEG às autoridades competentes para as seguintes reinvidicações:

De acordo com Roseane Godoy, porta voz dos moradores, o bairro, antes tranquilo, agora virou estacionamento de caminhões e ônibus que, segundo os moradores, não deixam ninguém dormir pois diversos caminhões mantém o motor funcionando a noite toda, por conta do refrigerador do baú, que carrega produtos perecíveis. “É preciso ir até a indústria, altas horas pedir providências que, no geral, demoram horas para tomarem. Veículos na porta de casa, bloqueando nossas garagens. E todo dia é a mesma coisa.”, conta Roseane, na reunião que aponta a falta de fiscalização do departamento de trânsito como facilitador dessas práticas.

Roseane expõe o problema à Ten. Graziela

Outro problema apresentado é o não cumprimento da “Lei do Silêncio”, na questão de barulhos diversos, entre eles os dos caminhões ligados a noite toda. Para a Polícia Militar, representado na reunião pela Comandante de Rio Grande, Tenente Graziela, isso é uma atribuição da Prefeitura, que é a responsável pela fiscalização dos ruidos que infrigem a Lei.

Também apontaram no mesmo documento, preocupações com o meio ambiente e saúde pública, pois recentemente “apareceram” milhares de troncos de árvores, de procedência duvidosa, no terreno ao lado do Destacamento de Polícia, e em outro terreno próximo, para uso da Indústria Massa Leve.

Derrame de madeiras, indicados pelos moradores, pertencem a Industria Massa Leve. Irregulares?

O caso é que não se sabe qual a procedência do materia e se há licensa ambiental para queima da mesma. Rosane questiona a questão de que podem acumular insetos e animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, além de ser arriscado mantê-las no local em tempo de estiagem, devido ao risco de incêncio.

Um dos membros do Conselho, complementando disse ter solicitado por diversas vezes a presença do Secretário de Verde e Meio Ambiente, porém sem sucesso

A Tenente Graziela explicou aos moradores que no caso dos caminhões estarem ocupando as ruas é uma das razões que a Massa Leve deverá utilizar o local onde hojé é o Destacamento de Polícia e toda a área no entorno, para a construção de um páteo afim de abrigar os veículos.

Quanto ao destino do Destacamento, apesar de existir rumores de que poderiam de instalar no antigo prédio do Setor de Saúde Mental, em frente ao Ambulatório de atendimento à mulher, há cerca de 300 metros dalí, ainda nada está decidido e tal possibilidade passa pela a análise do Comandante do 30° BPM.

Local onde a Prefeitura teria disponibilizado para o novo Destacamento da PM

Para a população do bairro, a idéia não agradou e esperam que o Destacamento seja transferido para onde hoje funciona o CIRETRAN. “O CIRETRAN pode muito bem ir para o prédio em frente ao Ambulatório da Mulher, pois é uma atividade mais burocrática, mas a Polícia Militar precisa de espaço e estrutura adequada, além de que não gostaríamos de perder a presença do Destacamento em nosso bairro”, explica um dos moradores.

Por último um dos participantes cobrou uma reclamação que havia sido feita sobre a localização errada de uma lombada na Av. Dom Pedro, no qual está colocada logo após um cruzamento, o que a faria perder sua função de reduzir a velocidade dos veículos para evitar acidentes no cruzamento da Av. Dom Pedro com a Rua Lídia Pollone. Caso inclusive apresentado pelo jornal A Tribuna da Serra, em reportagem feita com a mesma reclamação em Junho de 2010.

De acordo com Manolo, Presidente do Conselho, as reivindicações serão encaminhadas a quem de direito, e ao Conselho resta aguardar as respostas.

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