Reportagem do Tribuna flagra obra de pavimentação com material usado. A Prefeitura se cala.

As barbaridades envolvendo as obras em Rio Grande da Serra não param.

Paralelepípedos usados descarregados em rua do bairro Monte Alpino.

Primeiramente, em outubro de 2010, mostramos e desmentimos a falsa informação veiculada pela Prefeitura nos jornais da região de que a Rua Samambaia, no bairro Pedreira, estava com sua pavimentação na “reta final” para conclusão.

Era MENTIRA. A Tribuna da Serra, mostrou a verdade: a rua, de cerca de 700 metros, estava com pouco mais de cem metros pavimentados, e com muito barro e atoleiro. A obra atrasada e parada, além dos moradores irritados com tudo isso. No caso das ruas do Monte Alpino não foi muito diferente.

Depois, com a obra atrasada há 10 meses, retornamos às mesmas ruas e não havia ninguém trabalhando no local também. Entramos em contato com a empresa responsável pela obra, a EPLAN Construtora, que informou o motivo da interrupção nas obras: Falta de paralelepípedos no mercado, porém deixou escapar que os valores estavam caros para se comprar.

Perguntamos na época à Prefeitura de Rio Grande da Serra como ela agiria diante do atraso para conclusão da obra, se havia alguma punição para empresa executora da obra.

A Prefeitura se calou, simplesmente não respondeu, e o Secretário de Obras, Luis Gabriel Maranhão não deu satisfações.

O mesmo ocorreu na rua Samambaia, no bairro Pedreira

Com quase um ano de atraso, recebemos a informação que as obras haviam sido retomadas, e o A Tribuna da Serra enviou a reportagem para o local.

Para grande surpresa, o que ocorreu foi um flagrante. Chegamos bem no momento em que caminhões descarregavam paralelepípedos para continuar a pavimentação das ruas.

O FLAGRANTE: Paralelepípedos usados e gastos, talvez inadequados para pavimentar uma subida tão íngreme, provavelmente retirados de outra rua.

Corremos para ver a rua Samambaia, que também é executada pela mesma empresa, e vimos diversos montes de paralelos usados também, já descarregados.

Uma semana depois retornamos e constatamos que as pedras usadas foram assentadas, e ainda trabalhando, conversamos com os funcionários da obra, que confirmaram que as pedras eram usadas. Disseram que a empresa enviou porque não tinha pedra no mercado.

Entramos em contato várias vezes e enviamos dois e-mails à diretores da EPLAN Construtora, para que explicassem o uso das pedras usadas, porém ninguém retornou as ligações e nem respondeu os e-mails.

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