Começa o 11º Festival de Inverno de Paranapiacaba e a imperdível entrevista com Renato Teixeira.

Pato Fú se apresentou no Palco do Campo

Pato Fú, Zé Geraldo, Simoninha e Renato Teixeira levantaram o público no final de semana.

Em um final de semana com Sol, o Festival de Inverno começou com a temperatura quente no sábado para posteriormente cair gradativamente no domingo.

Com um formato um pouco diferente do ano passado, onde os shows que antes aconteciam dentro do antigo mercado, passou para um novo palco com arena coberta numa das praças. Com isso se viu um público maior e bem mais à vontade, diferente do aperto dos últimos anos.

A Praça de alimentação, bem mais organizada, formando dois corredores nas ruas da Vila, com barracas padronizada, deu melhor aparência e fluxo ao público.

ruas de Paranapiacaba repletas, num sábado ensolarado

Diversas atrações culturais preencheram a tarde, a partir do meio dia, em vários locais. No palco próximo ao Mercado foram diversos shows, assim como no Clube Lyra Serrano, que este ano está sendo organizado pelo SESC e as atrações infantis na Biblioteca. No campo principal, um grande palco e arena, para os Shows principais que começam sempre por volta das 20h. Todos os eventos com entrada franca.

No sábado, Zé Geraldo, em um show impecável, já indicava que o palco secundário seria tão prestigiado quanto o palco principal, onde a Banda Pato Fú apresentou um grande show, com os diversos sucessos que fizeram a fama da banda.

Zé Geraldo, no palco próximo ao Mercado

Domingo chegou a vez de Renato Teixeira, que contagiou o público com sucessos de sua autoria, consagrados nas vozes de dezenas de artistas e ainda apresentou ao público o lançamento da nova carreira de seu filho, Chico Teixeira, que cantou músicas inéditas e prepara-se para sua carreira solo.

Simoninha no Baile do Simonal

No fechamento, no Campo, uma grande festa, no Baile do Simonal, em homenagem ao seu pai, Wilson Simonal, o cantor Simoninha falou do Festival de Inverno explicou o que é o Baile do Simonal: “Muito legal, importante este festival, que tem uma programação musical sensacional e celebra de uma forma muito bacana a música brasileira, trás grandes nomes e abre caminho para artistas novos, com infra-estrutura muito boa, o que me deixa muito feliz de estar aqui. O show de hoje, o Baile do Simonal é a celebração à musica, alegria e a obra e vida de Wilson Simonal”

ENTREVISTA COM RENATO TEIXEIRA

Renato Teixeira encantou o público no Domingo

Após o show o jornalista Márcio Prado, o Peninha, bateu um papo com Renato Teixeira e Chico Teixeira:

Peninha : O Festival de Inverno tem um público diversificado e todos acompanham e curtem as centenas de trabalhos musicais, de apelo comercial, nem sempre de qualidade, mas ao prestigiarem um Festival como este, “Cult” da música brasileira, comparecem pelo reconhecimento à qualidade da obra musical, renovando inclusive a leva de fãs, que hoje se verifica diversas faixas etárias. Como você enxerga tudo isso?

Renato Teixeira: Essa renovação de público é uma tendência. A música tem altos e baixos. Na fase de alta, aparecem Chico Buarque, Caetano, Tom Jobim, Ari Barroso, Pixinguinha, Noel Rosa, e na época de baixa não aparece ninguém, e é assim que é, isso é cíclico. Já tivemos vários períodos de baixa, mas sempre há uma recuperação. Eu sinto que agora virá uma fase boa da música, pois mesmo esse pessoal que começa fazendo uma música mais comercial, com o tempo essa turma começa a amadurecer. A música é um organismo dinâmico muito positivo, ele não se deteriora, ela se recompõe, se recria, se recoloca permanentemente no mercado.

Peninha: E em relação ao seu trabalho, diferenciado dos trabalhos de diversos nomes, com perfil apenas comercial?

Renato Teixeira: Se você for olhar na imprensa por aí, você encontra revista Veja, mas também tem a revista Caras. Tudo é assim.. tudo tem dois lados. A música está sempre representando a situação cultural de uma nação. Quando a gente tem uma boa cultura, como foi a época dos anos 70, quando o Brasil tinha cerca de 100 milhões de habitantes, havia uma educação mais elaborada, então surgiram artistas mais sofisticados, agora que temos uma educação medíocre, a gente também quer o que? O mar não está para Rui Barbosa, o mar está mais para Tiririca do que pra Rui Barbosa.

Peninha: Ainda durante o show, percebi um enlaçamento sentimental entre sua apresentação e a platéia, algo como um encontro entre amigos em uma sala para trocarem experiências através da música, como você explicaria isso?

Renato Teixeira: Minhas músicas fazem parte um pouco da vida das pessoas, pois elas vem acompanhando gerações, uma característica da música brasileira, e hoje se criam músicas que seguirão acompanhando muitas gerações também. É a dinâmica da música e da sociedade, e que vai se definindo assim.

O mar não está para Rui Barbosa, o mar está mais para Tiririca do que pra Rui Barbosa. (Renato Teixeira)

Peninha: Um novo caminho que se abre, através do lançamento da carreira solo de Chico Teixeira, como será?

Renato Teixeira: O Chico é um novo artista surgindo no mercado, com o trabalho dele desenvolvido em cima de critérios e formações legais. Ele ouviu boas músicas, conviveu com bons músicos, enfim, influenciado por esse universo que ele elaborou o trabalho dele. Confio muito no trabalho dele e normalmente isso cairá no gosto popular. As pessoas passam a conviver com sua musica, que passa a fazer parte do dia a dia delas.

Chico Teixeira, participando da conversa: E como foi até aqui, a musica aparecendo naturalmente na minha vida, fui melhorando como músico, enfim, encarando muitos palcos pelo Brasil, acho que agora farei esse percurso novamente.

Peninha: Acontecerá como a música que vocês cantaram hoje, a Pai e Filho? (a musica fala sobre o filho que diz ao pai que irá partir, viver suas experiencias na sua estrada própria)

Chico Teixeira: Sim, é o caminho natural.

O Festival de Inverno, de Paranapiacaba continua nos dias 23, 24, 30 e 31 de Julho, com Milton Nascimento, Jorge Vercíllo,Teatro Mágico e Lenine, respectivamente como atrações principais, além de Marcos Oliveira, Jair Assunção, Beto Guedes, Prato Principal, Mombojó, Pedro Mariano, Banda Lira, Cláudia Albuquerque, Marcelo Jeneci, Lúmen Serenatas, Heartbreakers e Rita Ribeiro no palco do Mercado.

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