Reportagem da Tribuna da Serra sobre suspeita de fraude em obras repercute na imprensa do ABC.

Paralelepípedos usados descarregados em rua do bairro Monte Alpino.

A reportagem feita sobre a suspeita de fraude em obras públicas, em Rio Grande da Serra, no qual nossa equipe flagrou a empresa Eplan Construtora realizando pavimentação de rua com paralelepípedos usados (VEJA AQUI A MATERIA)  repercutiu na cidade e chegou à mídia do ABC.

Veja a matéria do Jornal ABCD Maior, que diz que Rio Grande recicla paralelepípedos:

por Claudia Mayara

Com aval da Prefeitura, empresa reaproveita material de outras vias

Uma situação, no mínimo, curiosa tomou conta das ruas de Rio Grande da Serra. Desde o mês de julho, os vereadores investigam os motivos que levaram a Prefeitura a reaproveitar paralelepípedos em obras de pavimentação na cidade, licitadas com recursos do governo do Estado.  As hipóteses para a reciclagem variam entre contrapartida municipal, falta de paralelepípedo no mercado ou até o preço alto do produto.

Para o vereador Cláudio Manoel Melo (PT), o Claudinho da Geladeira, a atitude gera dúvidas e problemas porque a empresa contratada para fazer o serviço acaba por usar o material que deveria ser guardado pela Prefeitura para reparos e manutenção das ruas, serviço feito pela Secretaria de Serviços Urbanos. “A empresa é contratada com recurso público para fazer o serviço com paralelepípedo novo. Então queremos descobrir por que isso não está acontecendo”, questionou o parlamentar.

Claudinho da Geladeira comentou que os vereadores já questionaram a Prefeitura sobre o assunto e agora aguardam retorno. De acordo com o parlamentar, as ruas do Parque América, Jardim Esperança, Pedreira e Vila São João passaram pela pavimentação reciclada. “Sabemos que as ruas Oriente e Samambaia, entre outras vias do Parque América, foram recapeadas com paralelepípedos retirados do Centro”, afirmou.

Queijo suíço – A falta de manutenção das vias do município é outro problema. Buracos e crateras tomam conta de ruas e avenidas, fazendo os motoristas passarem por sufocos diários. Para Claudinho da Geladeira, a cidade está tão esburacada que parece um “queijo suíço”. “Aqui temos um buraco para cada cidadão”, criticou.

Para o ambientalista e morador do município José Soares da Silva, as ruas de Rio Grande encontram-se em estado lastimável de abandono público. “A cada dia surgem novas crateras. Os moradores precisam travar verdadeira competição de rally, desviando e entrando nos buracos, para passar. Porém, aqui, o prêmio pode ser um grave acidente”, desabafou.

O problema afeta ruas dos bairros mais afastados como Vila Verde, Parque Tereza e Vila Conde, mas também vias principais do município que ligam os bairros ao Centro, como a estrada Guilherme Pinto Monteiro e avenida José Bello.  “Toda semana, vários vereadores levam montanhas de pedidos de recapeamento, mas nada se resolve”, destacou Claudinho.

Procurada, a Prefeitura de Rio Grande da Serra não se manifestou sobre o assunto até a publicação desta matéria.

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