Comerciantes reclamam de abuso de autoridade de policiais em operação no fim de semana

Policiais da Força Tática teriam obrigado os bares a baixarem as portas

O suposto exagero de alguns policiais, que participaram de uma operação em Rio Grande da Serra, em 24/9, causou indignação de alguns comerciantes da região central, donos de bares e que operam a noite nos finais de semana.

De acordo com Adeilma, do Cordial Café, localizado em frente à um dos pontos mais frequentados da cidade aos finais de semana, por volta das 20 horas algumas viaturas da força tática se posicionaram próximo ao local: “Fiquei tranquila, achei que fosse uma operação para coibir o som alto ou algo parecido, mas depois entraram aqui e nos outros estabelecimento mandando a gente fechar o estabelecimento.”, segundo “Dê”, como é chamada por todos, o fato ocorreu próximo das 21h.

Bares da região da Praça da Bíblia, no centro, baixaram as portas e amargaram prejuízo no Sábado a noite.

Segundo a proprietária, os policiais pediram que ela mostrasse alvará de funcionamento e dos bombeiros: “Achei estranho e questionei que isso é competência da prefeitura, mas respondeu de forma grosseira que era para fechar o bar as 21h.”, e continua,”ainda perguntei novamente se isso seria para todos os estabelecimentos da cidade e disseram que sim.”, conta ainda que solicitou um documento legal para que justificasse essa imposição: “Me responderam que a Polícia Militar tinha poder para isso e que era parte de uma operação. Como desconhecia de eles tinham mesmo o direito à isso, não debati mais e fechei o bar. Depois percorri outras ruas e vi que todos estavam abertos, apenas nós, no entorno da praça tivemos que fechar. Não tive coragem de abrir em seguida por receio de ir presa.”, finaliza Deilma, que obteve prejuízo por não funcionar o bar na noite de sábado, de acordo com ela o período mais rentável, e ainda teve que cancelar a folga de todos para funcionar no domingo, afim de diminuir as perdas.

Ainda na lanchonete vizinha, uma funcionária contou que o mesmo ocorreu no estabelecimento: “Além disso, abordaram clientes mandando-os pagar a conta e se retirarem. Uma cliente, questionou a forma de abordagem e foi ameaçada de prisão por desacato.”, conta.

O QUE A POLÍCIA MILITAR DIZ

Depois de uma reunião com alguns comerciantes no destacamento de polícia de Rio Grande da Serra, com a Comandante Tenente Graziela, A Tribuna da Serra buscou saber um parecer do Comando do 30° Batalhão de Polícia, responsável pelo policiamento em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

De acordo com a Tenente Graziela, que conversou conosco via rádio, os policiais militares podem solicitar dos estabelecimentos comerciais vistas, dos alvarás de funcionamento e laudos do Corpo de Bombeiro, assim como qualquer cidadão tem o mesmo direito, para ter certeza da legalidade do estabelecimento.

Em relação às ordens de fechamento dos bares, segundo a Tenente, no relatório dos PMs consta que foi “sugerido” o fechamento dos estabelecimentos mais cedo, diferente da versão dita dos comerciantes, que tinham obrigado a fechar.

Mas como nenhum comerciante formalizou a queixa, oficialmente apenas há a versão dita no relatório, o que descarta qualquer apuração de conduta interna.

Nos casos em que foi constatado irregularidades nos alvarás, a Polícia Militar acionará a Prefeitura Municipal, através de ofício, relatando os problemas para que sejam tomadas as devidas providências.

“No ultimo sábado, realizamos nova operação na região, afim de coibir abusos com som alto, e também reajustamos os métodos de conduta da ação da Polícia.”, finaliza Graziela.

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