Enquanto família é desalojada pela justiça Secretário de Obras nega ajuda e diz que o problema não é dele

Representantes do Movimento de Moradia de Rio Grande da Serra, Selma da Lavínia, Paulo da Farmácia entre outros estiveram no dia 3 deste mês reforçando a Jornada Nacional de Luta pela Moradia, que ocorreu em Brasília, pressionando o Governo Federal para responder a pauta de reivindicações negociada desde julho entre o governo e as quatro entidades nacionais.

O Ministro Gilberto Carvalho, da secretaria-geral da Presidência da República, recebeu uma comissão de manifestantes para tratar do assunto e adiantou três pontos acordados. Um deles é o repasse de terrenos da União para a construção de moradias populares, com a reinstalação do Grupo Técnico Nacional – GTN, que irá definir quais são eles. O segundo é a compra antecipada de terrenos urbanos para a construção de moradias populares na modalidade Minha Casa, Minha Vida. O governo federal garantiu a participação dos movimentos de luta pela moradia no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes).

De acordo com o Ministro, é determinação da presidenta Dilma Rousseff de aprofundar a relação do governo com os movimentos sociais.

Com isso, a presidenta abriu agenda e deverá receber uma comissão, para discutir os assuntos pendentes no dia 25 deste mês.

DESPEJO EM RIO GRANDE DA SERRA

Enquanto os moradores lutam pelo direito de moradia em Brasília, em Rio Grande da Serra vai se cumprindo determinação da justiça para reintegração de posse, despejando famílias de baixa renda, como o caso do eletricista Jonas Benício Cordeiro, de 56 anos, que morava no local, Rua das Esmeraldas, na Vila Figueiredo (*), há cerca de 35 anos, em um terreno doado por uma igreja, porém sem nenhuma documentação.

“Não tenho para onde ir, vão me deixar com minhas esposa e crianças na rua, no relento.”, lamenta Jonas, “Sem um bolsa aluguel ofereceram para nós.”

Além de jonas, moravam na mesma área, em casas separadas mais quatro familiares, que foram deixando aos poucos o local, restando ele e sua familia, por não terem para onde ir. Conta o eletricista que tentou falar com o prefeito, mas não foi recebido. Também disse que se a prefeitura tivesse investido em casas populares, não se importaria em pagar pela moradia, porém nada disso ocorreu.

Acompanhando o drama dos moradores desde cedo estava o vereador Claudinho da Geladeira, que tentou negociar uma outra solução, para que não fosse colocado para fora mais uma família: “Tentarei esgotar todas as possibilidades.”, disse.

PLANO DE HABITAÇÃO NA CIDADE

A prefeitura não possui uma política de habitação, e somente agora depois de brigas na justiça e manifestações populares é que se começa a discutir um plano de moradia. Porém tudo leva a crer que nada disso será resolvido nesta gestão.

DRAMA DE QUEM SAI

Chorando muito, sem esperanças, dona Maria Helena Borges Cordeiro, 54 anos, desabafa: “Estamos aqui há mais de trinta anos, casamos e viemos para cá. Agora não tenho para onde ir, nem temos condição de pagar aluguel.”, logo depois dona Maria passou mal e teve que ser socorrida pela ambulância, levada à UBS Central.

DESAMPARO TOTAL

Ainda no local, foi telefonado para o Conselho Tutelar, por haver crianças pequenas e também foi telefonado para o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social do município, porém ninguém apareceu.

Uma comissão formado por membros do movimento de moradia foram até a Secretaria de Assuntos Jurídicos, onde foram recebidos pelo Secretário da pasta, Dr. Oliveira. Porém retornaram frustrados e com uma informação terrível, que mostra toda desorganização e fragilidade da administração pública de Rio Grande da Serra: “O Secretário nos disse que a Prefeitura não tem programa social para acompanhar as famílias no município. Fiquei pasmo com a sinceridade dele. O povo de Rio Grande está desamparado com esse Prefeito.”, conta Paulo, membro do Movimento de Moradia.

DESPREPARO POLÍTICO OU FOI A QUEDA DA MÁSCARA?

Outro membro do Movimento de Moradia, Sr. Sabino, ligou para o Secretário de Obras, Gabriel Maranhão, pré candidato à Prefeitura, indicado pelo Kiko atual prefeito.

Em conversa com Gabriel Maranhão, em viva voz para que todos pudessem ouvir, Sabino solicitou ajuda para o Secretário de Obras, que entre as diversas justificativas disse que não entraria “nessa dividida” para não vincular seu nome à este problema e que o problema era dos moradores e que procurassem a Promotora ou o Juiz.

MORADOR CONTA QUE RECEBEU FALSAS PROMESSAS DO KIKO

Ainda o eletricista, Jonas, contou que recebeu uma promessa do próprio prefeito, que não seria retirado dalí: “O próprio Kiko veio aqui, junto com o Paulo Reis e a Elisângela, filha do Paulo Reis, e disseram que eu podia ficar sossegado que eu não sairia daqui. Fomos enganados.”, e continua,”Pediram voto, ligaram minha luz e minha água, e hoje está acontecendo isso.”

MANDATO CUMPRIDO, MAIS UMA FAMÍLIA NA RUA

Foi então retirado todos os móveis e pertences da residência, pelos funcionários do Serviços Urbanos e foram levados para a secretaria de Verde e Meio Ambiente, que deerá ser a depositária da triste encomenda.

 

 

(*) corrigido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 Responses to Enquanto família é desalojada pela justiça Secretário de Obras nega ajuda e diz que o problema não é dele

  1. lausy disse:

    Que descaso com o ser humano!!…Há!!!!!mais a próxima eleição logo chega, é a unica arma que o povo tem.

  2. Tony disse:

    Nossa… Lembraremos disso nas urnas… Parabéns pela total falta de responsabilidade da parte de nossos representante…

  3. claubiney [bim vc] disse:

    enfelizmente é assim que se encontra nosso municipio é nessa hora que presizamos dos nosso lideres e nâo podemos cotar com eles e que saudade do grande amigo cido franco e o amigo carlâo. como ficamos em sr kiko ass;bim do vila conde

    • wagner disse:

      Um grande drama para uma cidade sem este tipo de histórico não tenho saudade destas pessoas, tenho sim uma grande dor de saber que Rio Grande esta nas mãos dos mesmos e o “kiko” e o chaves.
      Tenho uma forte esperança em algo novo para se contrapor para estas famílias que sempre governaram.
      Da um adeus a estes coronéis e colocar Rio Grande na onde ela merece junto deste projeto novo de Brasil.
      Diante deste descaso que houve em Rio Grande com pessoas carentes sendo tiradas de suas casas nem quero comentar espero que a população lembre quem é o secretario que virou as costas?????????

  4. Gabriel disse:

    Lamentavel o governo KIKO, distante dos movimentos sociais, distante do interesse do povo, essa oligarquia da direita tem que acabar em rio grande.

  5. Nilda de sousa santos disse:

    olá!!! aqui é Nilda ,,,,acho 1 pouca vergonha, esse pobres de espirito ,isso é porque num é dos familiares deles q pena q o ex prefeito Cido franco se foi!!!ali sim era 1 prefeito perfeito..

  6. […] Link da reportagem: Enquanto família é desalojada pela justiça Secretário de Obras nega ajuda e diz que o problema n… […]

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