Depois da proibição da venda de mamadeiras pela ANVISA, fabricantes reclamam: Não há estudo conclusivo.

No  dia 16 de setembro, foi noticiado que a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, proibiu a venda de mamadeira plástica que contenha BPA – bisfenol-A, usado na produção do policarbonato, um tipo de plástico resistente.

Os estudos indicam que existe risco à saúde das crianças, mesmo sem estudo conclusivo. Os principais riscos seriam problemas hormonais e neurológicos.

De acordo com Tania Bachega, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, para o Jornal Nacional, da rede Globo, há associação do produto com o aumento da frequência de hiperatividade nas crianças além da precocidade da puberdade em crianças do sexo feminino e infertilidade nos meninos, depois de adultos. Ainda, para adultos, o BPA estaria relacionado à obesidade, distúrbios cardíacos e câncer de mama.

Porém a estranheza da medida adotada ficou por conta do critério adotado, fazendo com que a fabricação e importação das mamadeiras seja proibida só a partir de Janeiro de 2012, ficando livre para comercialização por mais 90 dias. Até lá os produtos continuam liberados, colocando os consumidores em risco, autorizado pela ANVISA.

O QUE DIZEM OS FABRICANTES:

Conversamos com o presidente da Associação Brasileira dos Produtos Infantis – ABRAPUR, Synésio Batista da Costa, que disse que não há logística eficiente para retirar o produto do mercado brasileiro em apenas 90 dias: “São mais de 5.500 municípios onde há produtos desta natureza. Estamos falando do país inteiro.”

Também Synésio diz que não estão contra a determinação, e informa que as indústrias do setor, há mais de um ano, mudaram a fabricação das mamadeiras, deixando de produzir os produtos em policarbonato(PC) que contém o Bisfenol A, substituindo para outras matérias-primas como Polipropileno(PP), Silicone e Copoliéster (CP).

“Não há estudo conclusivo e nem fomos chamados para discussão. Houve uma ação de um promotor e a ANVISA acatou a decisão do juiz com base em uma suspeita apenas. Ainda assim as indústrias do setor se anteciparam e pararam a produção. Não foram eles que mandaram parar tudo, paramos antes.”, explica o presidente, que ainda tentará um diálogo para rever o prazo estipulado de 90 dias: “Não há como recolher mais de 5 milhões de unidades neste prazo, e ainda há estoque para anos, acontece que a fabricação foi executada dentro da Lei. Quero saber quem arcará com o dano financeira nesta proporção?”, pergunta, indignado, Synésio.

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