Gastos na Educação de Rio Grande da Serra abre suspeita de má gestão ou favorecimento

Dinheiro público seria desperdiçado em contratos de aluguéis suspeitos

O sistema de educação do município de Rio Grande da Serra não é nada promissor.

Com resultados abaixo da média, segundo avaliações do ENEM, abre discussão sobre quais as prioridades daqueles que comandam Rio Grande da Serra, e que deveriam transformar o dinheiro reservado para a Secretaria de Educação em cultura e conhecimento para os alunos.

Fomos alertados por um leitor atento sobre um processo de aluguel de brinquedos, para a Secretaria de Educação, provavelmente à ser usado em eventos diversos da Prefeitura de Rio Grande da Serra.

Os brinquedos alugados são três: Piscina de bolinhas, cama elástica cercada e tobogã inflável.

A partir daí, vimos que o valor pago por essa locação para a empresa Luiz Carlos da Silva-ME será de R$ 22.995,00, o que abre suspeitas de que o dinheiro público não está sendo bem administrado.

A Prefeitura pagará esse valor, usará os brinquedos, num contrato de apenas 30 dias, porém continuará sem eles para os próximos anos, ficando obrigado a alugá-los novamente, sempre que realizar eventos, gastando novamente o dinheiro do contribuinte.

SE COMPRASSE SERIA MUITO MAIS BARATO

Pesquisamos junto aos fabricantes, quanto custaria para comprar os brinquedos, e assim fazer um gasto mais apropriado, visto que evitaria futuros aluguéis.

Em uma busca de cinco minutos pela internet, encontramos as empresas: Fantasy Play e Shop Inflável com preços excelentes.

Na Fantasy Play, encontramos a Piscina de bolinhas, tamanho grande, ao preço de R$ 1.989,00 (preço de 11/2)

Na Shop Inflável, encontramos a Cama Elástica, o tamanho maior, 4,27m, ao preço de R$ 1.980,00 e também o Tobogã Inflável, médio, importado por R$ 7.790,00 (valores de 11/2)

Portanto, para a Prefeitura comprar definitivamente estes brinquedos das lojas citadas acima custaria: R$ 11.759,00.

A diferença: R$ 11.236,00, dinheiro do contribuinte, valor correspondente à 34 cestas básicas (base no valor divulgado pelo PROCON em outubro/11 – 327,87)

Vale lembrar que diversas famílias despejadas na Vila Figueiredo poderiam necessitar de amparo, visto que o próprio secretário municipal disse que o município não tinha programa de assistência social para estas famílias.

Indícios de irregularidades?

NA PRÓPRIA EMPRESA CONTRATADA, A PREFEITURA PODERIA TER COMPRADO TUDO AINDA MAIS BARATO

Ainda intrigados com a história, nossa reportagem foi conhecer a empresa que teria vencido a tomada de preço e alugado os brinquedos.

Primeiramente, na primeira publicação feita pela prefeitura, em 18/11/2011, o processo 1.910/11 aparece vinculado à Carta Convite 76/11, e o nome da empresa aparece como Luiz Carlos da Silva -ME

Já na segunda publicação, o processo 1.910/11 aparece vinculado ao Contrato 40/11 de 28/12/2011 e o nome da empresa surge como Luiz Carlos Vieira Silva – ME.

Encontramos a empresa em Ribeirão Pires, com o nome de fantasia STIC FESTAS na “esquina” da Avenida Brasil e Capitão José Gallo. Também visitamos o site da empresa que revelou que além de alugar, pode-se comprar brinquedos novos.

Se a prefeitura tivesse optado por comprar os brinquedos, da mesma empresa que alugou por apenas 30 dias, teria pago no conjunto apenas R$ 8.330,00, ou seja, economizaria dinheiro público em cerca de R$ 14.665,00

Com tudo isso fica uma grande dúvida: Má gestão do dinheiro público ou beneficiamento de terceiros nas transações?

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