Sem engenharia de tráfego, soluções para o trânsito em Rio Grande da Serra provoca polêmica

Para muitos, a falta de uma Secretaria de Trânsito é a causa para soluções ¨amadoras¨

Fica claro que os problemas de trânsito em Rio Grande da Serra parecem ser solucionados na base do “chute” ou no desentrosamento entre secretarias.

O último “feito” ironizado como “brilhante” pela população foi implantado na estação, o principal provocador de trânsito na cidade, devido às cancelas, constantemente fechadas para chegada e saída de trens, da Linha Turquesa da CPTM.

As soluções encontradas para manter um fluxo melhor de trânsito já gerou polêmica e são alvo de críticas, tanto da população quanto dos Parlamentares.

Cones foram colocados antes do cruzamento com a linha férrea e “tartarugas” de tamanho grande foram presas após ao cruzamento.

Um dos motoristas levantou a dúvida: “Estão malucos? Quando a gente cruza a linha de trem (sentido vila Conde) tem os pinos no chão, para ninguém ultrapassar. Mas deixaram o ponto de ônibus no mesmo lugar e a pista só tem uma faixa para ir e outra para voltar. Se um ônibus parar para descarregar passageiro na hora da chegada do trem, como fará? Terei que aguardar com meu carro em cima da linha? Cadê o responsável por essa lambança? Isso é uma “DESENGENHARIA” de trafego!”, ri da situação.

Outro problema apontado, com relação aos cones, é o espaço insuficiente para veículos de grande porte, como carretas, passarem pelo local. Procuramos um dos responsáveis pelo trânsito, que confirmou o problema e apresentou uma solução, se não antiquada, no mínimo curiosa: “Quando vem veículos de grande porte, a gente desparafusa alguns cones para que ele possa completar a curva.”
Ficou então a pergunta: A Prefeitura terá que contratar um funcionário apenas para vigiar a chegada de caminhões de grande porte na cidade?

FALTA CONHECIMENTO TÉCNICO PARA ADMINISTRAR O TRÂNSITO EM RIO GRANDE DA SERRA

Em Dezembro, publicamos uma matéria onde o governador Geraldo Alckimin esteve em Rio Grande da Serra anunciando a liberação de cerca de R$ 700 mil, para uma obra sobre a ponte, na estrada Guilherme pinto Monteiro, próximo à estação, onde disse que tal investimento resolverá o problema de trânsito de Rio Grande da Serra. A afirmativa do governador, tem por base a provável informação obtida pelos técnicos da Prefeitura de Rio Grande da Serra.

Na oportunidade, na mesma matéria, foi mostrado que as informações podem estar bem longe da realidade, por conta do trânsito não apresentar apenas um “gargalo” como pensa o governador, mas sim DOIS “GARGALOS”.

A justificativa se baseia em que de nada adiantará alargar a ponte, se a mesma não é a principal causadora do trânsito na cidade, mas sim a passagem que cruza as linhas de trem, pela estação, a principal causadora da parada no trânsito no centro de Rio Grande da Serra.

Na época ficou claro a falta de análise dos problemas de trânsito, pela prefeitura, que ainda em matéria anterior, foi mostrado que motoristas multados na cidade, por estacionamento irregular, poderia recorrer da multa pois a mesma não teria base legal. Na prática, a cidade não pode multar os veículos por estacionar em local proibido devido à falta de Lei de uso de solo e convênio com a Polícia Militar, o que leva a crer que em anos de multas à veículos, o valor cobrado teria sido indevido e deveriam, caso o motorista recorra, ser ressarcido.

MAIS ERROS SÃO APONTADOS PELA POPULAÇÃO

Entre os diversos erros, considerados pela população que são alvos de chacota nas Redes Sociais, estão além dos famosos cones, próximos à estação, faixas zebradas pintadas fora de padrão classificadas como ¨ridículas¨; as já famosas lombadas, colocadas após o cruzamento (e não antes, como deveria ser, para reduzir a velocidade e evitar acidentes); O planejamento da avenida Jean Lieutaud, na Santa Tereza, onde a avenida, com apenas duas faixas, possui pontos de ônibus fora do recuo (foto), fechando totalmente o trânsito; Placas de “Pare” e “Dê a Preferência” no mesmo poste são alguns dos exemplos que correm pela boca do povo.

“Depois não querem que a cidade vire gozação no ABC”, diz um funcionário municipal, descontente pelo que afirma ter muita gente desqualificada para os diversos cargos ocupados, e citou como exemplo o Secretário de Verde e Meio Ambiente, Anderson Guijarro: “Esse não sabe nem diferenciar grama de mato.”, finaliza.

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