ARTIGO: Pensar e agir em redes socioambientais

Há quatro décadas, milhares de pessoas e organizações, em todo o mundo, se reúnem no dia 05 de junho, para discutir e comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data muito importante para a preservação da vida em nosso Planeta. Entretanto, somos, ainda, bombardeados diariamente pelos inúmeros veículos midiáticos (televisão, jornais, internet, etc.) com informações sobre os problemas e conflitos ambientais em nossas cidades, dentre eles: a contaminação e poluição da água, do solo e do ar. Além disso, somos persuadidos a praticar ações para conservação ou preservação do Ambiente Natural.

Caro Leitor, muitos consideram o “Meio Ambiente” apenas a reunião de rios, florestas e animais, não se dando conta que há tantos outros “elementos ecológicos” cujos elos equilibram e garantem esse bem comum a todos os seres vivos.

Para exemplificar essa interação, permitam-nos o resgate de “leis ambientais” como demonstração da complexidade e enorme importância do Meio Ambiente para nossas vidas. A Política Nacional do Meio Ambiente (lei 6.938/81) em seu artigo 3, inciso I define e entende Meio Ambiente como sendo o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as formas. E também a Constituição Federal de 88, em seu artigo 225, preconiza que: todos têm direito ao ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e a Coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Quando nos atentamos para esses preceitos, percebemos que existe uma “rede” específica de relações ecológicas que sustentam nossa vida. Então quais motivos e ações poderia haver entre nós, que insistimos em controlar a natureza, do que a permanência da própria vida na Terra? Assim como existem leis ou normas sociais que influenciam nossas ações, existem, também, leis naturais, que precisam ser respeitadas e obedecidas, afinal, tratá-las ao acaso é sociabilizar os custos e penalidades, que são os incontáveis impactos ambientais, a todos sem distinção de raça, cor, credo religioso ou mesmo condição socioeconômica.

Por tudo isso, torna-se urgente entender e praticar as ações de conservação e preservação ambiental, com a mesma rapidez com que se aprendem e se incorporam novas tecnologias em nosso cotidiano. Necessitamos agir tal como nos relacionamos com as pessoas em “redes sociais virtuais” (como Facebook, Orkut, etc.), porém, por meio de construção de redes sociais (com vínculos concretos) que discutam, executem e propaguem ações positivas (como consumo consciente de bens, reaproveitamento e destinação correta de materiais, coletas seletivas, etc.). Assim, será possível, ainda, manter vivo o “capital ambiental” que possuímos. Não esqueçamos, jamais, que a minha, a sua, a nossa vida depende do respeito e harmonia com a natureza!

Pense, reflita, aja em rede socioambiental e comemore você também o 5 de Junho!

 

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