Crianças de EMEI correm risco de morte em sistema de transporte escolar de Paranapiacaba e veículo sem manutenção

Funcionário conta que até freio não funciona direito e crianças atravessam linha de trem e rodovia porque prefeitura não pagaria distância a mais. Empresa nega.

Mães do bairro Campo Grande, em Santo André, estão preocupadas com a segurança das crianças que utilizam Vans escolares para estudarem na escola municipal da Vila de Paranapiacaba.

Segundo Luzinete de Melo Santos e Gislaine Silva Alves do Santos, o risco para as crianças é grande: “As Vans deixam nossas crianças há cerca de quinhentos metros daqui, e para elas chegarem, precisam fazer o percurso a pé, atravessando quase dez linhas de trens e ainda a rodovia. Imagina só isso tudo em dia de neblina?”

Ainda, de acordo com as mães, pedidos já foram feitos à diretora da escola porém não obtiveram resultado: “Pedimos para que a Van atravessasse as linhas e a rodovia, deixando as crianças em local seguro, mas a informação foi que a prefeitura não pagaria a quilometragem adicional às Vans, por isso eles param tão longe para as crianças, mas uma distância insignificante para os veículos.”

Estivemos no local onde as crianças são deixadas e de fato o local, sem abrigo para os dias de chuva, com neblina propõe um risco não só para crianças à atravessarem as várias linhas de trem, mas mesmo um adulto se sentiria inseguro para fazer a caminhada através da linha e logo em seguida para atravessar a rodovia SP-122, que liga Paranapiacaba à Ribeirão Pires.

Localizamos um dos motoristas de uma das Vans, que vimos estacionada na área de uma chácara na região no qual observamos a falta de condição do veículo, com pneu careca.

Conversando com o motorista, ele confirmou a reclamação da mãe, dizendo que realmente não estão autorizados a deixar os alunos mais próximos porque a Prefeitura não pagaria a diferença percorrida de quilometragem.

Também confirmou que as crianças que residem na rua Rabique, um pequena estradinha que parte da Rodovia e forma uma pequena vila, precisam caminhar um longo trecho seguindo pela perigosa via férrea para serem apanhadas pela Van escolar. E o risco fica ainda maior quando, segundo o funcionário da empresa, as crianças precisam passar por debaixo dos vagões, para chegarem ao outro lado. A Van faz a linha da divisa com Rio Grande da Serra, próximo à Pedreira, até Paranapiacaba. O motorista, que não quer ser identificado, também alertou: “Até os freios do veículo não estão bons, além do pneu careca. Não há como negar, as crianças correm risco durante o transporte e depois para irem para casa.”

Outra empresa acusada de problemas de qualidade de transporte e condições ruins dos veículos é a Planalto, que não localizamos o responsável até o fechamento da edição.

Procuramos a Prefeitura de Santo André, para comentar o caso que, por meio de sua Secretaria de Comunicação informou que solicitará reunião entre os órgãos de educação e os pais, afim de resolver a questão:

“(…) em resposta às questões enviadas pelo jornal A Tribuna da Serra, que os fatos foram analisados e será providenciada reunião com representantes do Departamento de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Deif), da direção da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Emeief) de Paranapiacaba e os pais ou responsáveis pelos alunos matriculados e transportados pelos veículos do Programa Municipal de Transporte Escolar Gratuito – Educatrans para estudar o remanejamento no itinerário das linhas do serviço de transporte escolar que atendem a referida Unidade Escolar.

Com relação à explicação do funcionário da empresa de transporte, que disse não transportar as crianças além do ponto que as deixa, devido a Prefeitura não pagar a diferença de Quilometragem, bem como sobre as condições precárias do veículo, a Prefeitura questionou o Sr. Alexandre Luiz da Silva, da empresa  Transnacional – Transporte Nacional Ltda., que por meio de nota oficial respondeu que o controle de Quilômetros rodados é feito por meio de relatórios preenchidos pelo motorista e apresentados à Prefeitura diariamente. Disse também ser uma inverdade que a Prefeitura não pague o Quilometro adicional.

Ainda, na nota oficial, a empresa diz que têm consciência das responsabilidades, quanto à segurança de seus passageiros e que mantém um plano de manutenção no veículo. Também disse que o motorista negou que tenha dito o que mostra a reportagem e a Transnacional – Transporte Nacional Ltda vê como incabível a denúncia de más condições e pneu careca em seu veículo.”

EMPRESA ACUSA A REPORTAGEM DE INVERÍDICA, MAS FOTOS DESMENTEM A NOTA DA TRANSNACIONAL

Em nota oficial, a empresa diz que as denúncias são inverídicas, porém, o Jornal A Tribuna da Serra, de posse de gravação, natural em qualquer entrevista e cerca de três testemunhas idôneas atesta o que foi denunciado, deixando democraticamente a empresa utilizar-se de seu direito de justificativa. Inclusive, a seguir, publicamos foto, de veículo indicado pelo funcionário, devidamente filmado, onde constatamos que não seria bem uma “consciência das responsabilidades”, o que apresenta a foto.

One Response to Crianças de EMEI correm risco de morte em sistema de transporte escolar de Paranapiacaba e veículo sem manutenção

  1. Miliene disse:

    Como não foi possivel localizar um responsável pelo transporte da Planalto?,Gente o proprio motorista foi mandando embora da empresa por causa disso…e outra quem publicou essa matéria é cunhado desse Tal Motorista…que por sua vez,prejudicou a Monitora,que após ele também foi mandada embora sem justa causa!!
    Hoje mesmo dia 01/08/12 se iniciou as aulas da escola E.E.SENADOR LACERDA FRANCO (Paranapiacaba) e uma aluna já nos contou que a vã está sem freio!
    O Dono é identificado sim,cujo nome é Jorge,o mesmo é contratado pela empresa Benfica,esse mesmo Senhor,ao mandar a monitora embora no dia 20/06/12,confirmou não ter condições de comprar vãs novas para fazer o percurso escolar e as vãs são antigas,não possuem cinto,mal conservadas e em dias de sol,que a estrada é de terra a poeira sobe,e os alunos precisaram usar máscaras por não terem condições de respirar!a Própria monitora chegou a pegar máscara nos posto de saúde!e assim só possuiram mascaras uma vez,pois o posto ñ tinha como fornecer sempre.
    As criticas cairam só em cima da Transnacional,sem motivos porque são vãs novas,possuem cinto,boa qualidade,motoristas e monitoras qualificados para a area e os chefes de boa condulta,ligam sempre para saber se aconteceu algum problema,diferente da Planalto que ninguém faz nada para agilizar a linha e contratam qualquer pessoa para dirigir e até mesmo monitora para observar as crianças e jovens…á quem queira ver posso postar fotos delas aqui!Enfim,Planalto tem responsavél sim!e o jornalista sabe disso e tem contato com o ex-funcionário!

    Peninha: Cara leitora, a matéria contém declarações e fotos de veículos da empresa citada na reportagem, inclusive com o destaque ao pneu careca. As declarações dos funcionários foram devidamente gravadas. O assunto, envolvendo Planalto, até onde fomos informados, é que houve uma mudança e outra empresa passou a trabalhar no local. Porém, se a leitora tem outras informações , que tenham relevância para abrirmos outra pauta, esteja à vontade para entrar em contato pelo tel: jornalatribunadaserra@gmail.com A/C: Márcio Prado

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