Greve poderá parar produção da Dura Automotive, em Rio Grande da Serra

Na entrada da fábrica, trabalhadores da Dura concordam com a intervenção sindical.

No início desta semana, o ABC poderá ter a produção de auto-peças prejudicada, por conta de uma greve de alerta da categoria.

Na última quinta, 6/9, diretores e integrantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC estiveram em Rio Grande da Serra e, com carro de som falaram para mais de uma centena de trabalhadores da indústria Dura Automotive, empresa fabricante de auto peças, instalada na cidade.

De acordo com o sindicato, após conquistarem um acordo de reajuste salarial de 8,4% mais R$ 2.700,00 de abono, junto as montadoras, agora procuram reajustar os salário dos trabalhadores que compõe esta cadeia produtiva, as indústrias de auto-peças.

“Todo ano temos a campanha salarial, a nível de sindicato dos trabalhadores com os sindicatos patronais, negociado pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), e nós entregamos nossa pauta há 40 dias atrás e ainda estamos nesse processo de negociação. Ainda não conseguimos fechar negociação nos outros setores além das auto-peças, como o setor de máquinas e eletro-eletrônicos. Os companheiros aqui, da Dura, pertencem ao setor de auto-peças que ainda não tem proposta alguma.”, e alerta, “Se de hoje (6/9) para segunda feira (10/9) não surgir nenhuma proposta que alcance o objetivo dos trabalhadores, vamos parar as fábricas de auto-peças, máquinas, fundições, e demais setores.”, explica Helinho, coordenador regional do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O objetivo desejado pelo sindicato é um reajuste próximo ao das montadoras e de acordo com o dirigente, está difícil o diálogo devido à proposta muito abaixo do desejado: “Não gostaria, mas acredito que caminharemos para a greve.”, e justifica: “Há condições das demais indústrias do setor de auto-peças acompanharem o aumento, pela elevação da economia, pela queda dos juros e pelo o que as montadoras estão vendendo.”

Depois, em um ato simbólico, em apoio as determinações, aprovadas pela categoria, só resta aguardar a parada, programada, de 24 horas que, se não resultar em acordo, se transformará em greve por tempo indeterminado.

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