Em visita, ministro da Saúde Alexandre Padilha promete UPA 24 horas para Rio Grande da Serra

E Ministério da Saúde confirma que Rio Grande pode receber UPA e desmente vereadores que disseram que não.

No último dia 2/9, Rio Grande da Serra recebeu a visita de dois ministros do governo Dilma Roussef, trazendo apoio da presidenta ao candidato à prefeito Claudinho da Geladeira – PT – e ainda promessas de investimentos na cidade.

Primeira a chegar, a ministra do Planejamento Miriam Belchior ressaltou o trabalho do governo federal junto aos diversos municípios e lamentou a ausência de Rio Grande da Serra nos projetos do governo federal: “Espero que Claudinho não perca, como o atual prefeito perdeu, as muitas oportunidades de trazer recursos para Rio Grande da Serra. O atual prefeito (Kiko) sempre chamado à Brasilia, nunca comparecia, mas tenho certeza que Claudinho não vai perder essa oportunidade.”, disse a ministra, afirmando que foram várias seleções de projetos, mas Rio Grande da Serra nunca apresentou propostas: “Temos vários programas para cidades, como Rio Grande, que tem o problema de ser área de manancial. São programas de estruturação urbana para as áreas pobres, contenção de encostas, uma série de planos de combate à pobreza.” e finaliza, “Trago o apoio de Dilma Roussef para Claudinho da Geladeira e esperamos vê-lo vitorioso nas urnas, assim tenho certeza que a cidade trabalhará em parceria com nosso governo.”

Para Claudinho, é muito importante essa ligação direta de Brasília com Rio Grande da Serra: “Ter a Miriam aqui, é ter o apoio da Dilma Roussef e todos os ministérios para ajudar Rio Grande da Serra.”

Ainda a Miriam Belchior acompanhou o candidato petista no “corpo-a-corpo” com a população na feira livre e disse ter ficado impressionada com a popularidade de Claudinho, além de ser “tietada” por candidatos adversários, como Luiz Internet e sua vice, e Nilson do Mercado, que fizeram questão de apertar a mão da ministra.

RIO GRANDE DA SERRA RECEBERÁ UPA 24 HORAS, AFIRMA MINISTRO.

A chegada do Ministro da Saúde Alexandre Padilha, causou alvoroço quando, em discurso, o ministro garantiu a instalação de uma UPA 24 horas na cidade.

Sobre os recursos para Rio Grande, o ministro praticamente fez coro com Miriam Belchior: “O Ministério da Saúde coloca os recursos disponíveis à todos os municípios do ABC, mas depende muito da parceria com esses municípios para que os recursos cheguem até a cidade. Por isso estou convencido que o Claudinho da Geladeira terá essa preocupação e essa prioridade, e acima de tudo orgulho em trazer os programas do Governo Federal para esta cidade.”, continua, “As UPAs 24 horas, dependem muito do prefeito escolher o terreno e fazer o projeto (…) do ponto de vista do Governo Federal, nós somos republicanos, os recursos estão disponíveis para todos, independente do partido político, mas o que faz a diferença é ter um prefeito que assuma a Saúde como prioridade, assim como a Presidenta Dilma tem a Saúde como prioridade de seu governo.”

Sobre a UPA, Padilha falou: “Hoje temos mais de 2 milhões de brasileiros sendo atendidos pelas UPAs 24 horas. A UPA chegou para preencher um vazio que há no sistema de saúde, porque você tem um serviço que funciona de segunda à segunda, 24 horas por dia. A doença não escolhe hora para aparecer e o paciente não pode ter, como única alternativa, um hospital de alta complexidade. A UPA é estruturada de tal forma à resolver a maior parte dos problemas e onde as UPAS estão funcionando, de cada 100 pessoas que precisavam procurar um Hospital, pronto-socorro, 97 tem os problemas resolvidos na própria UPA 24 horas.”

VEREADORES CHAMAM MINISTRO DE MENTIROSO E MINISTÉRIO DA SAÚDE RESPONDE QUE RIO GRANDE PODE, SIM, TER UPA

Os vereadores da base governista, aprovaram nesta última quarta feira, 5/9, uma moção de repúdio ao Ministro Alexandre Padilha, por considerarem falsas as afirmativas de que Rio Grande da Serra receberá a instalação de uma UPA 24 horas, por considerarem impossível, devido a cidade ter menos que 50 mil habitantes.

Além da aprovação da moção, dois vereadores se excederam e chegaram a chamar o Ministro de “Pinóquio” e “Mentiroso”, no caso, Vereador Edvaldo Francisco Guerra – PV e Valdir Marques – PSDB, respectivamente.

A bancada do PT estuda entrar com pedido de quebra de decoro contra os vereadores.

Em resposta, o Ministério da Saúde enviou uma nota, deixando claro que os vereadores não souberam interpretar corretamente a Portaria n° 2.648/2011, que é clara ao dizer que o atendimento para 50 mil pessoas, não provém do numero de habitantes do município, mas sim da área de abrangência que a UPA atenderá, e exemplificou que a UPA de Rio Grande da Serra poderia atender, além da cidade, municípios vizinhos, com acesso prejudicado às próprias UPAs de sua cidade, caso de Santo André, que apesar de possuir UPA, a população de Paranapiacaba e Parque Andreense teria acesso fácil em Rio Grande da Serra.

Segue resposta do Ministério da Saúde:

A Portaria nº 2.648/2011 define as diretrizes para a implantação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos municípios brasileiros.

A portaria deixa claro que um dos critérios para a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – porte I – deve ser a população da área de abrangência da unidade maior do que 50 mil habitantes (não necessariamente a população de um único município). Dessa forma, municípios vizinhos podem se unir para apresentar uma proposta conjunta de implantação desta unidade.

Atualmente, diversos municípios já adotaram esse modelo. Todos os municípios do país podem apresentar propostas para a nova seleção que acontecerá em 2013, desde que se adequem aos critérios da seleção. Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde busca ampliar e qualificar os serviços prestados à população.

Reforçamos que as UPA são estruturas de média complexidade que realizam atendimentos de urgência e emergência e resolvem até 97% dos casos que chegam até a unidade.

O ministro Alexandre Padilha reafirma a postura e comportamento republicanos do governo da presidenta Dilma Rousseff e explica que a distribuição dos recursos destinados à saúde é feita com base em critérios técnicos e pactuada pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), composta por governo federal, estados e municípios, e Bipartite (CIB), composta por estados e municípios.

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