Empresa suspeita, doa R$ 40 mil para campanha de Dedé da Folha

O detalhe é que esta mesma empresa forneceu para Ribeirão Pires, com contrato de mais de R$ 600 mil.

Uma doação financeira para campanha de Dedé da Folha – PPS, feito pela empresa que teve contrato com a Prefeitura de Ribeirão Pires, e levantou suspeitas sobre “troca de favores”.

Consta, na declaração parcial de arrecadação para campanha de Edinaldo de Menezes, o Dedé, doação de 40 mil reais, feita pela empresa Cathita Comercialização e Distribuição de Alimentos, fornecedora de alimentos para merenda escolar.

Envolvida em polêmicas e acusações, a empresa Cathita já havia sido apontada como favorecida em uma licitação de Ribeirão Pires, de 2008 quando, em quarto lugar, acabou pegando o contrato de fornecimento de alimentos ao preço de R$ 679.999,30 – cerca de R$ 155 mil a mais que a terceira colocada que, depois da desclassificação da primeira colocada, e da desistência da segunda colocada, a terceira e mais barata proposta foi ignorada, segundo o parecer do Tribunal de Contas, fazendo com que o contrato “caísse no colo” da Cathita, por um preço mais caro.

A situação apontada pelo Tribunal de contas, aconteceu no período de administração do Prefeito Clóvis Volpi, tendo como candidato à vice-prefeito o próprio Dedé da Folha.

Ainda, em outra reportagem, feito pela jornalista Fabíola Andrade – ABCD Maior, o contrato de fornecimento de merenda escolar de 2009, entre Cathita e Prefeitura de Ribeirão Pires, foi questionado pelo Conselho de Alimentação Escolar – CAE – o que teria rendido Inquérito Civil público para investigar as irregularidades: “Na ocasião, notamos alguns pontos duvidosos nos contratos e questionamos. Por exemplo, encontramos notas sequenciais com preços diferentes para um mesmo produto e comprados no mesmo dia, compras feitas com uma empresa e o pagamento do produto feito a outra”, disse Dulcimara Evangelista, presidente do CAE, na época para imprensa da região.

Em Capivari, a Justiça Pública aponta crime de improbidade administrativa ao então prefeito José Carlos Tonetti Borsari, por favorecimento da Cathita, onde em despacho diz: “Bastante suspeita a contratação versada, donde resulta, ao menos por enquanto, que a dispensa de licitação, mediante a cômoda e inconfiável inércia dos agentes públicos, sinaliza, à primeira vista, para o desígnio de beneficiar particular, quem seja, o réu OTAVIO GOTTARDI FILHO, contratando-se a sua empresa, que, ao que se vê da denúncia, vendeu cestas básicas para a municipalidade por valor superior ao que poderia ter sido obtido com a empresa anteriormente contratada.”, no caso, Otávio Gottardi Filho, apontado como réu, seria o proprietário da empresa Cathita.

EM SUZANO, A CATHITA FOI PUNIDA E CLASSIFICADA COMO “EMPRESA INIDÔNEA”

Com sua sede em São Caetano, a Cathita Comercialização e Distribuição de Alimentos, possui negócios com diversas prefeituras, porém hoje se encontra impedida de celebrar novos contratos por 2 anos, até 2013, devido a uma ação da Prefeitura de Suzano, motivado porque a empresa teria deixado de cumprir cláusulas contratuais.

A empresa também foi alvo de acusação pelo Ministério Público, no final de 2011, por enriquecimento ilícito, dano ao erário e violação dos deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições.

Entramos em contato com a assessoria de campanha, para que o candidato Dedé da Folha comentasse o assunto, porém, após várias tentativas, não recebemos resposta até o fechamento desta edição.

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