Continuam os crimes ambientais em Rio Grande da Serra, com suposto pagamento de propina à servidores públicos

Logo após as eleições, voltou o alto numero de caminhões de terra e entulho a descarregar no “bota fora” clandestino do ABC paulista, a cidade de Rio Grande da Serra.

Na última semana, foi possível perceber o tráfego intenso de caminhões conhecidos e várias vezes denunciadas as práticas, cujo as informações levam à um esquema de recebimento ilícito de propina, em uma das pastas municipais, para fazerem vistas grossas e até aliciar locais de descargas e indicar destinos, em alguns casos, sob o pretexto de recuperar vias da cidade.

Ano após ano, de descarga de material, seja nas ruas, seja em áreas particulares, muitas vezes contaminando o solo da cidade, aterrando riquezas de Rio Grande da Serra, que são as nascentes e córregos.

Mas parece que a consequência danosa para o meio ambiente não faz parte da lista de preocupações do mandatário da cidade, o prefeito, nem dos secretários, cujo a pasta de Serviços Urbanos é apontada como viabilizadora das descargas e a pasta de Meio Ambiente parece não enxergar o que acontece.

No todo, várias autoridades acabam sendo coniventes com os atos, e servidores municipais prevaricam, por conta do cargo assumido na administração, comissionado, com grande risco de demissão, em caso de insurgência contra o modo criminoso como tratam o meio ambiente na cidade.

Todos os vereadores da cidade têm o conhecimento das atividades ilícitas contra o meio ambiente, segundo informações passadas, e sabem como funciona o esquema, porém, parece que, sem a coragem necessária, que os movem à pedir o voto do eleitor, se calam em troca da dependência de serviços de rua, com máquinas, para satisfazer o clientelismo do eleitorado.

Recentemente mostramos dois moradores, que foram enganados, no qual dizem que foram procurados por representantes da prefeitura, por um suposto atendimento de canalização de córrego, que recebia contribuição de esgoto.

Alegaram ao morador que seria necessário descarregar centenas de caminhões de terra e entulhos, afim de fazer a base de sustentação da obra. Estava dado o argumento, para dezenas de centenas de caminhões.

Um dos proprietários, com aparente boa fé, chegou a autorizar a derrubada do muro de sua propriedade, uma chácara, afim de facilitar a descarga de terra e movimentação de máquinas.

Outro, sem muros, permitiu a “construção” de um verdadeiro morro em sua propriedade onde, em ambos os casos, o esgoto continuou à céu aberto, mas cada um amargou uma multa ambiental de quase R$1 milhão de reais e quase R$ 800 mil reais, respectivamente.

Em outra oportunidade, nossa reportagem flagrou a descarga e o momento de aterro de uma área de várzea, em uma chácara, pertencente à uma igreja evangélica, sob o pretexto de construção de um grande páteo para estacionamento de veículos onde, no momento do flagrante, a esposa do pastor responsável afirmou que o material foi autorizado pelo prefeito. A curiosidade fica por conta do momento: época de pré-campanha eleitoral.

Dentro da própria prefeitura, quem lida com situações desta natureza, diz que cansa de ouvir: “Deixa a policia ambiental pegar. Depois plantam umas árvores e está tudo certo. Sai barato.”

Mas o que não discutem é a outra ponta da corda. A que abastece o bolso de servidores com recursos ilícitos, para cada caçamba derrubada na cidade.

Nossa reportagem, em uma das coberturas de crime ambiental, ouviu da própria boca, de um dos motoristas de caminhão de entulhos, que descarregar em Rio Grande da Serra sai menos de um terço do custo que teriam para descarregar em um aterro próprio.

A cidade não tem força para fiscalizar esta prática e, ao que tudo indica, por falta de pessoas habilitadas para tal função. Porém a situação ficaria comprometida, devido aos possíveis envolvimentos de Secretários, no qual seria uma grande barreira para que a própria Secretaria de Meio Ambiente pudesse denunciar alguém do “próprio time”.

Vale lembrar que o Secretário de Meio Ambiente, Anderson Guijarro, foi considerado pela promotora Sandra Reimberg, inapto para o cargo, em reportagem para o Diário do Grande ABC, quando na ocasião, convocou o mesmo para uma conversa em seu gabinete.

De tal forma, tudo indica que a situação não mudará para os próximos quatro anos, visto que a eleição de Gabriel Maranhão, candidato indicado do atual prefeito deverá manter o mesmo grupo no poder.

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